Era suave e era quente
Aquele ar que me envolveu
Veio do nada e foi em frente
Um olhar que anoiteceu
Me fiz sujeito à sensação
Me vi de um jeito inesperado
Calor no peito, palpitação
E num instante fiquei tão triste
Na madrugada, acordei solito
E o tico em riste
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Sobre caminhos e calmantes
Passavam os meses, dia a dia
Eu encarava as cortinas,
escancarava as retinas,
e nem um poema eu fazia
Passava o ano, mês por mês
e uma de cada vez
cutucavam-me as questões
"Quem sois? Pra onde vais?"
Num balanço insustentável,
seguia meu passeio, meu caminho
calando em mim cada questão
que não se respondia,
ao engolir em seco
mais uma bolacha maria
Eu encarava as cortinas,
escancarava as retinas,
e nem um poema eu fazia
Passava o ano, mês por mês
e uma de cada vez
cutucavam-me as questões
"Quem sois? Pra onde vais?"
Num balanço insustentável,
seguia meu passeio, meu caminho
calando em mim cada questão
que não se respondia,
ao engolir em seco
mais uma bolacha maria
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
D'escolha própria
Jorge - um cara comum
Viveu em solidão,
viveu tão ocupado;
Desorientado,
nos culpou a cada um,
Por não lhe ter avisado
que caminhando na esteira,
andaria a vida inteira
sem alcançar lugar algum.
Viveu em solidão,
viveu tão ocupado;
Desorientado,
nos culpou a cada um,
Por não lhe ter avisado
que caminhando na esteira,
andaria a vida inteira
sem alcançar lugar algum.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Conta - Conto
Esquecida a taboada,
o lápis floresce
numa conta rimada;
E eis que me cresce
uma angústia cretina,
pois se acha e esquece
à moda repentina,
tal obra sublime
que fugaz me escapa,
por carma ou por crime;
Eu falo sem saber do que,
até fazer a caneta cansada.
E ela, aqui se vê,
falou sem dizer nada.
o lápis floresce
numa conta rimada;
E eis que me cresce
uma angústia cretina,
pois se acha e esquece
à moda repentina,
tal obra sublime
que fugaz me escapa,
por carma ou por crime;
Eu falo sem saber do que,
até fazer a caneta cansada.
E ela, aqui se vê,
falou sem dizer nada.
sábado, 19 de março de 2011
Solitude
Você nunca imaginou estar tão só
Até seus olhos se fecharem
Você nunca percebeu estar tão só
Até suas fugas se acabarem
Você nunca percebeu por si só
Que as mãos dadas acenaram
Que os olhares se apagaram
Que as promessas caducaram
E que, no fechar do sorriso,
os dentes todos sumiram
um de cada vez,
um depois do outro,
como um-dois-três.
domingo, 5 de dezembro de 2010
É o jeito
Bem, o que posso dizer?
Você disse que esse era o jeito,
Esse era o caminho,
você disse, meu irmão.
Uma novidade, mais um doce,
o cavaleiro se reconhece
quando encontra o dragão
Você disse que esse era o jeito,
Esse era o caminho,
você disse, meu irmão.
Uma novidade, mais um doce,
o cavaleiro se reconhece
quando encontra o dragão
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